Rascunho vs assinada — os três estados de uma evolução
Entenda o ciclo de vida de uma evolução no Assimetrix: os três estados possíveis, o que muda entre eles, como funciona o versionamento se você precisar editar depois de assinar, e por que a imutabilidade não é limitação — é o que dá validade jurídica ao prontuário.
Os três estados de uma evolução
Toda evolução escrita no Assimetrix passa por (ou vive em) um destes três estados:
| Estado | O que significa | Selo no sistema |
|---|---|---|
| Rascunho | Evolução salva mas não assinada. Conteúdo em construção. Editável livremente. Sem validade jurídica ainda. | 📝 amarelo |
| Assinada | Evolução assinada eletronicamente pelo profissional. Tem validade jurídica plena (Lei 14.063/2020). Imutável — se editar, cria versão nova pendente de reassinatura. | ✓ verde |
| Precisa reassinar | Já foi assinada uma vez, mas depois foi editada. A versão original está preservada; a versão nova aguarda nova assinatura pra virar oficial. | ⚠️ vermelho |
Screenshot pendente: histórico de evolução mostrando 3-4 sessões cada uma em um estado diferente (amarelo rascunho + botão Assinar / verde assinada / vermelho precisa reassinar).
Estado 1 — Rascunho (📝 amarelo)
Toda evolução começa como rascunho quando você acaba de salvar. Se o auto-assinar está ligado e sua sessão de assinatura está ativa, o rascunho é convertido em assinada quase instantaneamente. Se o auto-assinar está desligado (ou a sessão de assinatura foi cancelada por engano), ela fica em rascunho aguardando você decidir assinar depois.
Características do rascunho
- Editável livremente — pode mudar texto, data, tudo, sem gerar versão nova;
- Aparece no histórico com selo amarelo "📝 Rascunho" e um botão verde "🔒 Assinar" ao lado;
- Não tem valor legal — não pode ser usado como prova documental em auditoria ou processo;
- Aparece nos relatórios PDF com uma marca visual indicando que não foi assinada — quem receber vê que é conteúdo não oficializado.
Quando faz sentido deixar em rascunho
- Você escreveu a evolução correndo entre pacientes e quer revisar no fim do dia antes de assinar;
- Você trabalha com estilo de revisão em lote — escreve várias evoluções na semana e assina todas no domingo;
- Você não tem certeza de que a evolução está bem escrita ou completa e prefere assinar quando estiver 100%.
Cuidado com rascunhos acumulados. Se você deixa muitas evoluções em rascunho e nunca assina, o prontuário fica incompleto legalmente. Um auditor CREFITO que peça pra ver os registros dos últimos 6 meses e encontrar tudo como rascunho pode considerar o prontuário fora de conformidade com a Res. COFFITO 414/2012.
Estado 2 — Assinada (✓ verde)
Uma evolução vira assinada quando você (ou o auto-assinar) confirma a assinatura eletrônica. A partir desse momento:
Características da assinada
- Tem validade jurídica plena — vale como prova documental em auditorias, convênios, processos judiciais;
- Aparece com selo verde "✓ Assinada" no histórico. Clicar mostra o certificado (nome, CREFITO, data, hora, ID);
- É verificável publicamente — qualquer pessoa pode confirmar autenticidade em
assimetrix.com.br/verificar; - Tem uma marca de integridade (hash) — se o texto for alterado, o sistema detecta e a assinatura é invalidada;
- Aparece nos relatórios PDF com bloco de assinatura + QR code no rodapé, sem marca de "não assinada".
O que não pode acontecer
Uma evolução assinada não pode ser silenciosamente alterada. Se você editar o texto:
- A versão assinada original é preservada no histórico interno (não some);
- A edição vira uma nova versão;
- A nova versão fica no estado "Precisa reassinar" (vermelho) até você reassinar.
É essa imutabilidade após assinatura que dá valor jurídico — sem ela, "assinar" não significaria nada.
Estado 3 — Precisa reassinar (⚠️ vermelho)
Este é o estado transitório: você assinou, depois precisou editar (correção de erro, complemento de informação, ajuste de data), e a versão nova aguarda sua assinatura pra virar oficial.
Características
- Aparece no histórico com selo vermelho "⚠️ Reassinar" e o botão "🔒 Assinar" pra completar;
- A versão original assinada continua guardada como histórico — não some. Um auditor consegue ver que a evolução foi editada, quando e o que mudou;
- A versão nova ainda não tem validade legal até ser assinada;
- Nos relatórios PDF, se você gerar antes de reassinar, a evolução aparece com marca indicando que a versão vigente não está assinada.
Ou seja: é o convite do sistema pra você assinar de novo o quanto antes, pra fechar o ciclo. Não é erro nem alerta — é fluxo normal.
Screenshot pendente: histórico com evolução no estado "precisa reassinar" (vermelho) + botão Assinar em destaque + tooltip explicando por que precisa reassinar.
Como o versionamento funciona por dentro
Quando você edita uma evolução assinada, o Assimetrix não sobrescreve o texto original. Ele:
- Guarda a versão 1 (texto original + assinatura original) como histórico permanente;
- Cria a versão 2 com o texto editado, no estado "precisa reassinar";
- Se você reassinar, a versão 2 vira assinada e passa a ser a versão vigente;
- Se você editar de novo, cria a versão 3, e assim por diante;
- Todas as versões antigas ficam preservadas — a página de verificação pública consegue mostrar o histórico completo se um auditor pedir.
Isso é uma exigência legal, não decisão de design. A Res. COFFITO 414/2012 exige que o prontuário mantenha registro íntegro do que foi documentado, permitindo reconstituir o histórico. Deletar silenciosamente a versão anterior seria burlar essa exigência.
Fluxo típico de vida de uma evolução
Cenário A — Fluxo perfeito (95% das evoluções)
- Fim da sessão com o bebê.
- Você escreve a evolução na aba 📈 Evolução do paciente.
- Clica em Salvar → auto-assinar ativo → evolução vira assinada (✓ verde) em segundos.
- Fim. Passa pro próximo paciente.
Cenário B — Escreve agora, revisa e assina no fim do dia
- Durante o dia, você desliga auto-assinar (Configurações → ⚖️ Assinatura Digital).
- Escreve várias evoluções — todas ficam em rascunho (📝 amarelo).
- Fim do dia, senta pra revisar o histórico de cada paciente atendido.
- Em cada evolução, clica 🔒 Assinar. Digita a senha na primeira (abre sessão) e as próximas assinam sem popup.
- Fim. Todas viram assinada (✓ verde).
Cenário C — Errou algo em evolução já assinada
- Uma evolução assinada tinha uma medida errada de perímetro cefálico.
- Você clica em ✏️ Editar naquela evolução → corrige o número → Salva.
- A versão original assinada é preservada como histórico interno.
- A versão nova aparece no estado "Precisa reassinar" (⚠️ vermelho).
- Você clica 🔒 Assinar na versão nova → confirma senha (se sessão expirou) → assinada.
- A versão 2 (corrigida) é agora a vigente. A versão 1 (original) fica no histórico pra auditoria.
Boas práticas
1. Assine tudo antes de gerar relatório final
Se você vai imprimir/enviar o prontuário completo ou um relatório de evolução, revise antes: todas as evoluções incluídas deveriam estar assinadas (verde). Evoluções em rascunho ou "precisa reassinar" incluídas no PDF final aparecem com marca de "não assinada", o que pode gerar questionamento.
2. Não deixe rascunhos velhos acumular
Se você usa estilo "revisar em lote", faça isso pelo menos semanalmente. Rascunho de 3 meses atrás mal revisado é problema — melhor assinar em dia ou definir horário fixo de revisão.
3. Edite com propósito — cada edição vira histórico
Editar uma evolução assinada é totalmente válido (correção de erro, complemento). Mas cada edição vira registro de auditoria: aparece "editada e reassinada em [data]" no histórico. Se você edita muito (5, 10 vezes a mesma evolução), o histórico fica poluído. Melhor uma edição bem feita do que várias pequenas.
4. Assinar retroativamente é OK; mudar data original não é
Se você assina hoje uma evolução escrita há 3 semanas, o sistema registra a assinatura como feita hoje, mas mantém a data original da sessão no texto da evolução. Isso é o comportamento correto — refletir a realidade cronológica dos fatos. Mudar deliberadamente a data da sessão pra que fique "recente" seria fraude.
5. Não delete evoluções assinadas casualmente
O botão excluir existe, mas usar em evolução assinada é uma decisão pesada — o registro some do prontuário. Se um auditor perguntar depois "por que essa sessão que aparece no financeiro não tem evolução?", você não vai ter resposta boa. Se realmente precisar apagar (ex: registro feito no paciente errado), documente o motivo em observação separada.
Próximos passos
- Como assinar uma evolução passo a passo;
- Sessão de assinatura — duração e boas práticas;
- Verificar autenticidade de uma assinatura;
- Validade jurídica da assinatura eletrônica.
Perguntas frequentes
Consigo apagar uma evolução assinada?
O botão Excluir continua funcionando mesmo em evoluções assinadas, mas pense bem antes: uma vez apagada, ela some do prontuário — e se um auditor pedir o histórico completo depois, não vai mais estar lá. Se você errou o paciente, prefira editar (o versionamento preserva a original). Se realmente quer apagar (ex: registro criado por engano em paciente errado), documente o motivo.
Se eu editar uma evolução assinada, a original se perde?
Não. O sistema usa versionamento: a versão assinada original fica preservada no histórico interno como versão 1, e a edição vira versão 2 (que precisa ser reassinada). Um auditor consegue ver ambas — o que foi assinado inicialmente, quando foi editado, e a versão nova. Trilha de auditoria completa.
Uma evolução em rascunho tem validade legal?
Não. Rascunho é conteúdo em construção — não tem autoria confirmada nem garantia de integridade. Se um convênio, auditor ou processo exigir prontuário, evoluções em rascunho contam como "não registrado formalmente". Por isso é importante assinar todas antes de gerar relatórios que vão pra terceiros.
Posso gerar PDF (relatório) com evoluções em rascunho?
Consegue, mas o sistema avisa. Relatórios saem com uma marca indicando que há evoluções não assinadas, e isso pode prejudicar a validade documental. A prática recomendada: assine tudo antes de gerar o PDF final que vai pra outras pessoas.
Por que não posso simplesmente editar uma assinatura como qualquer outro campo?
Porque assinar significa "declaro que este texto é oficial e responsabilizo-me por ele". Se depois de assinar o texto pudesse mudar sem rastro, a assinatura perderia sentido — seria como assinar um cheque em branco. A Res. COFFITO 414/2012 e a Lei 14.063/2020 exigem essa imutabilidade justamente pra dar validade jurídica. O versionamento resolve: você edita quando precisar, mas o registro do que foi assinado antes fica preservado.
Como sei quantas versões uma evolução já teve?
Ao clicar no selo verde de "✓ Assinada" (ou vermelho de "⚠️ Reassinar"), o modal de certificado mostra o número da versão atual. Se está em versão 2 ou mais, significa que houve edição depois da primeira assinatura. Um auditor com o ID de qualquer versão pode consultar a página pública de verificação pra ver o histórico.