Corrigir evolução já assinada eletronicamente — como funciona
Você percebeu erro em uma evolução que já foi assinada. Dá pra corrigir sim — mas a assinatura anterior é invalidada e você precisa assinar de novo. É assim porque a COFFITO 414/2012 exige trilha de auditoria (versão 1, 2, 3...). Vamos ver o passo a passo.
O que acontece
Você escreveu uma evolução, assinou eletronicamente, e depois percebeu que:
- Errou algum dado (data, procedimento, medida);
- Esqueceu de mencionar algo importante;
- Escreveu o nome errado do paciente;
- Precisa complementar a observação depois de conversar com a mãe.
Você quer editar, mas ao clicar em Editar aparece um aviso:
⚠️ Esta evolução já foi assinada.
Editar vai INVALIDAR a assinatura atual e exigir nova assinatura (versão 2).
A versão anterior fica preservada no histórico para auditoria.
Confirma edição?
Por que existe esse aviso
A Res. COFFITO 414/2012 exige que o prontuário fisioterapêutico seja imutável — uma vez registrado, não pode ser "sobrescrito" como se nunca tivesse existido. Se pudesse editar livremente, o prontuário perderia valor de auditoria e judicial.
Mas erros humanos acontecem. A solução regulatória é versionamento: a versão original fica preservada (com sua assinatura original), e a correção vira uma nova versão (v2) com nova assinatura. Você tem trilha completa: quem escreveu o quê, quando, e qual versão está vigente.
É como no Word com "Controlar Alterações" ligado — nada é apagado, tudo é rastreado.
Você não perde nada: a evolução original com sua assinatura original fica salva no histórico. A nova versão (corrigida) é o que aparece "vigente" pra novos relatórios. Se um auditor pedir, dá pra ver as duas.
Como corrigir — passo a passo
- Vá ao paciente e abra a aba de Evoluções;
- Encontre a evolução com erro. Ela tem um selo indicando que foi assinada (com hash + versão);
- Clique em Editar na evolução;
- Confirme o aviso "vai invalidar a assinatura atual e exigir nova assinatura (versão N)";
- Faça a correção no texto — pode ser qualquer coisa: reescrever tudo, corrigir uma palavra, adicionar detalhes;
- Clique em Salvar. A evolução fica com status "invalidada — pendente de reassinatura";
- Depois de salvar, o sistema oferece assinar novamente. Confirme a assinatura;
- Pronto. Agora a evolução está na versão 2, assinada eletronicamente e vigente. A versão 1 fica preservada no histórico.
Screenshot pendente: modal de confirmação "vai invalidar a assinatura, versão 2" + botão Salvar.
Quando NÃO vale a pena editar (criar nova evolução)
Editar cria versão nova mas mantém a data original. Em alguns casos faz mais sentido criar evolução nova em vez de editar:
| Situação | Melhor abordagem |
|---|---|
| Erro pequeno de digitação | Editar (versão 2 rápida) |
| Esqueci de mencionar algo importante da mesma sessão | Editar (complementa a original) |
| Data errada (era ontem, coloquei semana passada) | Editar (corrige a data) |
| Quero adicionar algo que aconteceu DEPOIS da sessão (ex: mãe ligou 2 dias depois) | Criar nova evolução com a data de hoje e descrever o contato/observação |
| Sessão nova, semana seguinte | Criar nova evolução (nunca editar a anterior) |
Regra de ouro: se é sobre a mesma sessão (mesmo dia) e é correção/complemento, edite. Se é evento novo (dia diferente ou fato novo), crie nova evolução. Isso mantém o prontuário linear e fiel ao que aconteceu quando aconteceu.
O que fica preservado no histórico
Depois que você edita uma evolução assinada e cria a v2, o sistema mantém:
- O hash SHA-256 da versão 1 (identificador único da versão original);
- A data e hora da assinatura original (imutável);
- O selo de invalidação com a data em que foi invalidada e por quem;
- O número da versão vigente (v2, v3, etc.);
- Uma trilha de auditoria completa — quantas vezes foi editada, quando, por qual usuário.
Em uma auditoria ou processo, essa trilha demonstra boa-fé — mostra que a correção foi transparente, não uma tentativa de esconder algo.
Quando NÃO editar de jeito nenhum
- Auditoria em curso: se você recebeu notificação de fiscalização do CREFITO ou processo judicial envolvendo esse paciente, não edite nada retroativamente. Consulte primeiro um advogado ou o próprio COFFITO. Edição retroativa em contexto de fiscalização pode ser interpretada como má-fé;
- Dúvida sobre a legalidade: se você tem qualquer dúvida se deveria ou não editar, é sinal pra criar nova evolução em vez (mais seguro juridicamente).
Se algo der errado
- Assinei a v2 mas o sistema mostra "pendente": pode ser cache. Vá em Configurações → Conta → Atualizar versão e recarrega;
- Editei mas não consigo reassinar (botão não aparece): pode ser problema de conexão com o serviço de assinatura. Aguarde 1 minuto e tenta de novo. Se persistir, chama no WhatsApp;
- Preciso apagar completamente uma evolução errada (não corrigir, apagar): apagar evolução assinada é ação delicada e não é auto-serviço no sistema. Chama no WhatsApp (47) 98865-7963 e a gente orienta sobre o procedimento correto (pode envolver anotação retificadora em vez de exclusão);
- Dúvida geral? Chama no WhatsApp (47) 98865-7963.
Perguntas frequentes
Posso editar quantas vezes quiser?
Sim. Cada edição cria uma nova versão (v2, v3, v4...) com sua própria assinatura. Todas ficam preservadas. Mas cada edição gera trilha de auditoria — se editar 10 vezes, um auditor pode questionar por que. Ideal: escrever com cuidado a primeira vez e usar edição só pra correções pontuais.
A versão antiga aparece pro paciente/família no link público?
Não. O link público mostra sempre a versão vigente (última assinada). Versões anteriores ficam só no seu prontuário interno e na trilha de auditoria — visíveis se um fiscal ou tribunal pedir, mas não pra família.
E se eu não assinar a v2 depois de editar?
A evolução fica com status "invalidada — pendente de reassinatura". Ela existe no prontuário mas não conta como documento assinado até você reassinar. Assine assim que possível pra manter o prontuário íntegro. Se ficar muitos dias sem reassinar, o sistema pode enviar lembrete.
Editar afeta a assinatura eletrônica avançada (Lei 14.063/2020)?
Sim, e é assim que deve ser. A assinatura avançada garante autenticidade + integridade + não-repúdio — se o conteúdo muda, a assinatura antiga se torna inválida (senão qualquer um poderia editar depois de assinar). A v2 gera nova assinatura com novo hash SHA-256, mantendo a validade jurídica pra versão vigente.